Sword Art Online: A Melhor/Pior História Que Você Já Ouviu
Introdução
Olá, pessoal! Hoje, vamos falar sobre Sword Art Online, uma das histórias mais populares dentro do gênero isekai com VRMMORPGs.
Para muitos, Sword Art Online se tornou uma história de conforto, minha inclusive, e provavelmente inspirou muita gente a seguir a área de programação. No entanto, apesar de ser uma história que conquistou muitos fãs, seu storytelling, apesar de ter vários anos de idade (a história começou em 2009), ainda deixa a desejar em alguns pontos.
O que é Sword Art Online?
A história de Sword Art Online ainda está em andamento, então é difícil cobrir tudo o que aconteceu até agora. Vou me concentrar na primeira Light Novel (LN), e, se vocês se interessarem, podem conferir o anime na Crunchyroll ou em outros sites. Pessoalmente, recomendo a versão da light novel, que oferece mais profundidade na história.
Basicamente, a história acontece em 2022, quando a tecnologia de VRMMORPG se combina com a neurotecnologia para criar o dispositivo “NerveGear”. Esse aparelho possibilita o conceito de Full-Dive ou imersão completa, onde os sentidos do jogador (visão, audição, olfato, tato e paladar) se conectam diretamente ao mundo virtual e ao seu personagem.
Com isso, jogadores começaram a testar a tecnologia em jogos simples como labirintos e puzzles. Mas, os jogadores mais hardcore queriam algo mais. Eles queriam explorar todo o potencial do dispositivo, criando um MMORPG real, e assim foi feito. O criador do NerveGear, Kayaba Akihiro, lançou um beta privado para seu VRMMORPG chamado Sword Art Online.
Mil pessoas foram convidadas para participar do beta, incluindo o protagonista da história. Quando o jogo foi lançado oficialmente, ele se esgotou rapidamente entre os 10.000 compradores e, assim, a história de Sword Art Online começa.
O que há de problemático na história?
A história de Sword Art Online é bem escrita e apresenta um bom enredo, mas ela acaba ficando muito presa a temas repetitivos e à mesma fórmula. A construção do mundo é muito mais sólida do que a construção do protagonista, algo que me lembra um pouco de High School DXD nesse sentido.
Minha sugestão seria criar histórias com novos protagonistas, muitos deles como figurantes ou deuteragonistas em outras tramas, e focar em expandir ainda mais o mundo de Sword Art Online.
O protagonista, Kirito, às vezes parece emocionalmente estagnado. Embora o enredo mostre alguns de seus conflitos internos, ele externamente continua sendo o mesmo personagem. Seria interessante ver mais sobre os traumas ou sequelas que ele sofreu devido aos desafios enfrentados no jogo, algo que poderia dar mais profundidade ao personagem.
O romance e o backstory também são muito rasos. Isso força o autor a inserir uma nova heroína a cada arco, esquecendo a namorada do protagonista, que aparece no primeiro arco. Esse formato abre espaço para uma má interpretação, criando a falsa impressão de que há um “harém”, mas sem um bom desenvolvimento ou explicações claras sobre os relacionamentos.
Além disso, há um problema nas interações entre personagens femininas e masculinas. Enquanto vemos diversas personagens femininas se aproximando de Kirito, há uma clara falta de desenvolvimento de relações entre os personagens masculinos e esses mesmos personagens femininos. Isso coloca uma pressão sobre Kirito para tomar uma decisão sobre o romance, mas ele nunca é claro sobre o fato de já estar em um relacionamento com Asuna, algo que todos sabem.
E um dos maiores problemas da série é o uso de “golpes sujos literários” para manipular emocionalmente os leitores. Ao invés de desenvolver o vilão de forma mais complexa desde o início, a narrativa tenta forçar uma aversão a ele de maneira superficial, prejudicando o potencial da história.
O que funciona bem em Sword Art Online?
Apesar dos problemas que mencionei, Sword Art Online ainda continua sendo uma das melhores obras que já vi. Em especial, o filme Ordinal Scale se destaca como o meu favorito.
Nesse filme, muitos dos pontos negativos que mencionei na série original são abordados de forma mais eficaz:
- O filme explora melhor as sequelas deixadas pelo jogo, não só em Kirito, mas também em outros personagens envolvidos.
- Ele também desenvolve um pouco mais o romance e o backstory dos personagens, o que ajuda a criar uma história mais coesa.
- A maneira como o protagonista lida com a situação de sua parceira, Asuna, constrói um romance mais sólido do que o que vemos na obra original.
Por que isso acontece?
Não tenho certeza do motivo exato, mas acredito que o autor, Reki Kawahara, se especializou na construção do mundo de Sword Art Online e não conseguiu desenvolver igualmente as outras partes essenciais de um bom storytelling, como os personagens e seus relacionamentos. Isso acaba prejudicando a história, já que personagens secundários podem se tornar vazios sem uma construção mais detalhada de suas motivações.
Esse problema poderia ser mitigado com a colaboração de um coautor nas obras futuras. Isso permitiria focar em outros personagens como protagonistas, expandindo ainda mais o mundo e a narrativa. Ou, se a história continuar com Kirito como protagonista, seria interessante melhorar a interação e desenvolvimento entre os personagens, criando uma correlação mais forte e significativa.
Conclusão
Essa é minha análise sobre uma obra tão querida para mim e para terceiros. Se vocês tiverem algo a acrescentar ou remover deixe nos comentários para que possamos compartilhar ideias. Obrigado a todos por lerem até aqui. Valeu!